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Observador: “A ousadia de Lisca rendeu a vitória e uma sobrevida ao Inter”

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É fato que o Inter não jogou bem novamente e talvez nem seja o momento para isso. Porém, um fato me chamou muito a atenção na vitória do Inter diante do Cruzeiro no Beira-Rio. O técnico Lisca fez valer o apelido de “louco” e provou ter muita coragem para mudar o que não estava dando certo e fugiu do óbvio que outros técnicos fariam, como fazia Celso Roth, por exemplo, que em mais de cem dias no comando técnico do Inter ficou no mais do mesmo, perdendo chances de ficar mais tranquilo na tabela de classificação, fugindo do drama de disputar a permanência na Série A até a última rodada e com desvantagem em relação aos concorrentes diretos.

Com menos da metade do primeiro tempo, o lateral-esquerdo Geferson já havia cometido duas falhas graves e que quase resultaram em gols do adversário, que inviabilizaria as chances do Inter de permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro e com toda certeza criaria um território hostil junto ao torcedor para que as coisas não andassem bem. Com isso, Lisca chamou Vitinho e colocou no lugar do defensor, recuando Alex, que estava no meio-campo para a lateral-esquerda. A troca fez efeito e o Inter que estava sendo pressionado conseguiu sair do seu campo defensivo para tentar levar perigo ao Cruzeiro.

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No segundo tempo, o Inter voltou tomando a iniciativa, mesmo esbarrando na falta de confiança e na angústia de fazer o gol que daria uma sobrevida ao time. E foi aí que o técnico novamente interveio com inteligência e, talvez, tenha ganhado o jogo. Lisca promoveu a entrada de Valdívia, que havia sido vaiado no Beira-Rio antes do começo do jogo e também Ariel, outro vaiado, para as saídas de Rodrigo Dourado e Seijas. Um ato de ousadia ao tirar um volante e recuar Anderson para o lado de Anselmo. Se comparamos ao ex-técnico Celso Roth, podemos lembrar o emblemático jogo contra o América/MG, em Minas Gerais, onde contra o lanterna, optou pela entrada de três volantes e pelas saídas de Seijas e Nico López do time. Como prêmio, recebeu uma derrota por 1 a 0.

Diferente de Celso Roth, Lisca foi premiado com um lindo gol de Valdívia, que ainda não havia demonstrado jogadas parecidas em 2016, muito por conta da sua lesão, que tirou muito tempo de recuperação do atleta. O gol da coragem, da ousadia e da “loucura”. O gol que dá sobrevida ao Inter no Campeonato Brasileiro e que premiou o corajoso técnico Lisca. O Cruzeiro ainda poderia ter empatado o jogo em duas chances, em falhas da defesa, mas como dizem por aí: “a sorte acompanha os bons”.

 

 

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