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Observador: “Velhos problemas precisam ser exorcizados do Beira-Rio”

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É claro que é apenas um começo de temporada. Aliás, a temporada mais difícil da história centenária do Sport Club Internacional. O desconto pelo começo de temporada e também pelo legado quase negativo que Antônio Carlos Zago encontrou no Inter precisa ser dado. Mas algumas coisas estão bem claras desde o ano passado e precisam ser mudadas ainda neste começo de ano para que problemas não aconteçam ali na frente e para que o torcedor, que tentou empurrar e levantar o time em 2016, pegue junto e seja parte importante deste ano complicado.

Vejamos. O sistema defensivo no ano passado, apesar dos números razoáveis que teve (foi a 7ª defesa menos vazada), não é suficiente. O Inter não tomou mais gols no ano passado por um único e exclusivo motivo: Danilo Fernandes. O goleiro salvou o Inter em todas as partidas, inclusive em derrotas, evitando um fiasco ainda maior em mais de uma oportunidade. A dupla de zaga era formada, na maioria das vezes, por Paulão e Ernando. E, coincidentemente, um deles é titular e o outro, que aparentemente estava fora dos planos, foi titular na quarta-feira e esteve no banco de reservas no sábado na derrota diante do Novo Hamburgo.

Outro problema que foi visto no ano passado fica ainda mais claro neste ano: o parceiro de Rodrigo Dourado. Com Fernando Bob e Anselmo, que dividiram essa função no Brasileirão passado, permanecem e os velhos problemas de ligação entre a defesa e o ataque. O que vimos no primeiro tempo contra o Novo Hamburgo foram os velhos chutões, ligação direta e inúmeros erros de passe que resultaram em nulas chances de gol para o Inter em pleno Beira-Rio. O que foi diferente no segundo tempo com a presença de Charles. Jovem promessa da base, busca sempre o passe pra frente, chegar ao ataque, o chute de média distância e não se livrar da bola com tanta facilidade. Não sei se ele vai deslanchar, mas parece óbvio que hoje é a melhor opção para a função.

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Do meio pra frente, D’Alessandro chegou e não há dúvidas que com ele em campo, 2016 não teria sido o pior ano da história do clube. Mas ele precisa ser ajudado, principalmente, por Zago. Durante todo primeiro tempo, foi colocado na ponta direita, com a função de auxiliar Ceará na marcação e foi presa fácil para o adversário. Se movimentando mais no segundo tempo e com parceria, deixou Nico López na cara do gol duas vezes, além de boas tabelas com Uendel, que é a grande notícia do Inter em 2016 até aqui, inclusive, com boa assistência para Nico e uma grande jogada que resultou em uma grande defesa do goleiro do Novo Hamburgo. Porém, olhando para o banco, as opções são as mesmas e que já estão tirando a paciência do torcedor, que ao final do jogo, entoou cânticos contra Andrigo.

É preciso ter paciência com o começo de trabalho de Zago e da nova direção (que precisa continuar buscando reforços). Mas algumas coisas precisam ser definidas agora. Ernando, Paulão, Fernando Bob e Andrigo, que foram os jogadores mais contestados neste começo de temporada, podem até ser bons jogadores, brilharem para o futebol, mas isso não me parece que vai acontecer aqui. Um empréstimo, uma mudança de clube pode fazer bem para todas as partes. Para o jogador, que ganha espaço e apoio de outra torcida e para o Inter que poderá ver novas peças ganharem oportunidades e aproveita-las. Caso de Charles e Junio, que deram boas amostras até aqui, assim como aconteceu com William, Rodrigo Dourado, Valdívia, Taison e tantos outros que surgiram da mesma forma no clube.

 

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