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Nando Rocha: “O Inter não aprendeu”

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Quero deixar claro que essa crítica não é especificamente ao Medeiros, presidente de menos de um mês. Mas é, sim, extensivo a ele. O fator best friend proporcionado pela amizade Piffero/ Pellegrini, que nos conduziu à Série B, parece ter nos ensinado muito pouco. Na gestão anterior, tínhamos mais de cinquenta dirigentes amadores – aqueles que se entregam ao clube de corpo e alma, mas muitas vezes não têm qualificação pra exercer tais atividades, aqueles que, geralmente, aparecem no clube ao fim do seu expediente – e apenas um profissional. E esse profissional era o Chumbinho, que, na carteira de trabalho levava “Gerente Executivo de Futebol”, mas se limitava a marcar hotéis e registrar contratos na CBF, sem trabalho de prospecção, sem metodologia científica, sem apoio da tecnologia.

Esse tipo de gestão nos conduziu solenemente à Série B. E então veio a eleição. Nas redes sociais expus a minha opinião sobre um organograma de futebol consonante com aquilo que se tornou imperativo no futebol: o planejamento estratégico aliado à prospecção e análise científica de dados. O clube deveria ter um Gerente Executivo com a tarefa de prospectar e comandar a pasta alinhado ao planejamento estratégico do clube. Um Coordenador Técnico responsável pela interface comissão técnica / diretoria política, aplicando uma padronização de cultura de futebol adequada à filosofia histórica do inter, na minha opinião, de modelo de jogo propositivo, técnico, jovem e forte, não apenas no grupo profissional, mas nas categorias de base.

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Pois bem, hoje, passado o processo eleitoral e com quase um mês de Inter, aparentemente, não aprendemos nada com a queda. O Vice de Futebol é o amigo do Presidente e segue empoderado, dando as cartas acima do Executivo, que, por sinal, é o Jorge Macedo, nada de inovador. Não há a figura do coordenador técnico e ainda estamos sendo brindados com novos diretores de futebol sem qualificação pra ocupar o posto, agregando, apenas, politicamente, à gestão.

O Inter virou uma paróquia. E eu, por ser católico, posso falar com propriedade. Quando nos dedicamos a contribuir num movimento de Igreja, não fizemos distinção de aptidão pra ocupar postos. O advogado vira cozinheiro, o engenheiro entrega folhetos, o agente imobiliário vira tesoureiro. Porque temos apenas dois critérios pra ocupar os postos: ser católicos e assíduos. No entanto, diferente de uma gestão de clube com receita de R$ 300 milhões, nossas inaptidões em nada atrapalham o objetivo final das ações. No inter, a escolha de pessoas é semelhante. Não importa se tem aptidão, ele precisa ser colorado e assíduo em movimentos e pronto: está qualificado para se tornar dirigente.

O inter está perdendo uma oportunidade historica para quebrar paradigmas. O Inter é uma paróquia que, recentemente, foi rebaixado à capela. E não aprende.

  • Mateus Pereira

    Eeerrr, acho que é mais ou menos por aí.. espero então que a Universidade Cooporativa Colorada mude esse cenário…

  • luiz borges

    Estou com muito medo de que o rebaixamento não ensine nada a direção do Inter. Estamos para entrar em uma era de fiascos e apequenamento do clube,

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