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Mundo Colorado: Ex-Inter, Renan abre o coração e fala sobre o amor pelo clube

Desde os 9 anos no Inter e com inúmeras situações que marcaram sua passagem como seleções de base, olimpíada, rivalidade aflorada em clássicos, Europa, Mazembe e duas conquistas de Copa Libertadores da América. O Mundo Colorado de hoje trará uma entrevista com ex-goleiro colorado Renan. Mesmo atuando pelo Goiás, ele abriu o jogo com a Inferno Meu Destino demonstrando um sentimento de gratidão ao Inter por tudo que o clube fez por ele em todos os momentos e também revela um amor pelo Sport Club Internacional, mesmo que não esteja mais atuando pelo clube desde a sua saída no final de 2012.

Inferno Meu Destino – Tu sempre foi destaque nas categorias de base do clube com diversas convocações para seleções de base. Mas como que você chegou ao Inter?

Renan – Cheguei ao Inter em 1994 . Meu irmão jogava nas categorias de base e me convidaram paraa fazer um teste. Fiz e fui aprovado começando a caminhada no clube com 9 anos de idade.

IMD – Você subiu para o profissional talvez no melhor momento da história do clube e trabalhou com jogadores do calibre de Fernandão e Clemer. Acha que isso facilitou sua transição da base para os profissional?

Renan – Na verdade subi em 2004 onde não tive a oportunidade de jogar. Em 2005 fiz a estréia. Tive a sorte de participar dessa transição do clube.

IMD – Além dos títulos, tu também ficou marcado na história do Inter por ficar 770 minutos sem tomar gol, quebrando o recorde que era do Taffarel. Como foi pra ti na época? Tinha expectativa sobre isso ou ficou sabendo só depois do feito?

Renan – Conforme foi aproximando do recorde fizeram matérias sobre isso e acabou me levando a conhecer um dos meus ídolos no esporte: o grande Taffarel. Isso foi algo marcante para mim pelo feito e também por poder conhecer ele.

IMD –  Apesar de não ter jogado no Mundial de 2006,  a chance de defender o Inter contra gigantes europeus veio nos anos seguintes. Como foi enfrentar Júlio Cesar, Maicon, Crespo Ibrahimovic e cia?

Renan – Foi marcante também. Poder enfrentar esses craques e vencer as competições, como a Copa Dubai, foi importante para poder dar sequência dentro do clube e confirmar a confiança de Abel no meu trabalho.

IMD – O Abel Braga que, infelizmente, perdeu o filho no último fim de semana. Na partida entre Inter e Goiás até foram feitas homenagens. Como era sua relação com ele?

Renan – Tenho uma gratidão muito grande por ele. Foi quem apostou em meu trabalho no clube como profissional, sempre me cobrou e aconselhou muito para evoluir. Grande treinador. É o maior da história do Inter e como pessoa ainda melhor.

IMD –  Tu jogou por por diversas seleções de base. Foi capitão no mundial Sub-20, Olimpíadas e chegou na seleção principal. O que faltou para chegar a Copa do Mundo?

Renan – Quando estava em grande momento tinha grandes concorrentes no auge de suas carreiras e acabou passando esse momento sem que tivesse esse sonho realizado.  Mas tenho certeza que fiz meu melhor para isso e que os que lá estavam mereciam muito estar na Copa do Mundo.

IMD – Em agosto de 2008 você deixou o Inter e foi para o Valencia da Espanha. Como foi essa passagem pela Europa?

Renan – Tinha esse sonho de jogar na Europa. Quando surgiu a proposta e o clube me sinalizou que era importante essa transação para saúde financeira, já que até então era a maior em valores para goleiros, decidi por encarar esse desafio e foi muito bonito viver tudo isso. Cheguei e em poucos dias já estreei como titular participando do melhor início da história do clube na liga. Até que tive uma lesão que coincide com a venda do clube e o novo dono com novas diretrizes que queria novos nomes para posição. Após o empréstimo ao Xerez poderia seguir na Liga, mas com uma proposta do Inter de voltar, não tinha como dizer não.

IMD – Quando tu decidiu voltar para o Inter conquistou a Libertadores mais uma vez. Mas posteriormente surgiu o Mazembe no caminho do bi-mundial. O que faltou parra confirmar o favoritismo?

Renan – Acho que subestimamos o time deles e depois no jogo nada deu certo. Infelizmente acabou se transformando na tragédia que foi. Uma pena para aquele grupo. Merecíamos algo maior na história do clube.

IMD –  Você tinha como uma de suas principais virtudes as defesas de pênaltis. Entre os mais marcantes os pênaltis contra o Grêmio na final do Gauchão 2011. Você tem algum segredo nos pênaltis? E sobre esse jogo com o Grêmio, graças aos pênaltis defendidos garantimos o último título do Estádio Olímpico. O que fica desse momento?

Renan – Trabalho junto com a informação de imagens de análise de desempenho que ajuda nessa hora. Essa disputa contra o Grêmio foi emblemática pois havíamos perdido o primeiro jogo e essa virada foi para a história dos clássicos.

IMD –  Você ficou marcado também pelas provocações ao Grêmio. Nesses momentos, era o “coloradismo” falando mais alto? Você é colorado?

Renan – Sim. Todos sabem do sentimento que tenho e não escondo isso. Tenho orgulho de ter realizado o sonho se ser campeão pelo inter e viver tudo que vivi aí no Inter.

IMD – Qual o sentimento de jogar contra o Inter?

Renan – Fica mais para o que antecede. Depois na hora do jogo é normal e quero vencer como outro rival qualquer.

IMD – Só voltando a pergunta anterior, pra descontrair. Giuliano também é colorado?

Renan – Não sei. Foi o que veio na cabeça na hora para mexer um pouco no jogo. Acho que ele ficou até chateado comigo… mas faz parte do jogo.

IMD – Qual o jogo mais marcante da tua carreira?

Renan – Conquista da Libertadores em 2010 contra o Chivas.

IMD – Um jogo muito memorável foi o último Gre-Nal do Estádio Olímpico. O Muriel é expulso e com dois jogadores a menos você se agiganta e fecha o gol. O que passou na tua cabeça quando entrou? Esperava fazer aquela partida mesmo que não vinha jogando com tanta regularidade?

Renan – Já estava acertada minha saída. Havia pedido ao presidente para me liberar e ir ao Goiás mesmo após poucos dias ter renovado o contrato por mais um ano. Sentia que tinha que sair para seguir minha carreira. Quis Deus que o último jogo fosse dessa maneira que incrível. Muitas pessoas até hoje lembram desse jogo em que entrei e pude ajudar apesar do cenário todo adverso.

IMD – Tu viveu grandes momentos com a camisa do Inter, mas viveu o fatídico jogo do Mazembe, entretanto tu e o clube deram a volta por cima. O que acha que o Inter vai precisar para passar o trauma da Série B?

Renan – O Inter é muito grande. Tem que passar por isso com a grandeza que se espera, mas sabendo que a Série B é diferente. Acho que o Inter vai conseguir seu objetivo e voltar para onde é o seu lugar.

“Obrigado pela lembrança e sempre é muito bom reviver esses momentos nesse clube. Tudo valeu a pena, devo muito ao Inter e sua torcida.  No momento que mais precisei  quando perdi meus pais todos foram exemplares comigo e minha família.  Essa dívida nunca conseguirei pagar. Devo tudo ao Inter, me deu muito mais do que podia imaginar ou merecia. Grande abraço saudações coloradas!”

 

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