SIGA-NOS

Mundo Colorado: “Diogo fala da carreira, da Série B e sobre a estrela roubada”

vinheta-mundo

Na última semana, o Blog Mundo Colorado trouxe uma entrevista com Diego, um dos gêmeos que eram jóias da base colorada e grande esperança do Inter no nebuloso início dos anos 2000. Dessa vez, vamos ouvir o outro lado da história, de Diogo, o irmão gêmeo de Diego.

Diogo atualmente disputa a divisão de acesso do campeonato gaúcho pelo Aimoré, de São Leopoldo, e é um dos grandes destaques do time. O meia canhoto falou com exclusividade com a Inferno é Meu Destino e contou do início da carreira, grandes momentos, mentores, amigos do tempo do Inter que ainda tem contato, sua opinião sobre o rebaixamento colorado e o sentimento em relação ao Brasileiro de 2005.

Inferno Meu Destino: Então Diogo, quando tu e teu irmão ganharam projeção foi quando o Inter ganhou um mundial sub-15, em uma época que o Inter estava em uma seca de títulos e passava por momentos muito ruins. Então foi lançado sobre vocês boa parte da responsabilidade, de tirar o Inter daquele momento, pois eram as jóias da base, acha que isso atrapalhou vocês no início da carreira, a responsabilidade e a expectativa por parte de todos?

Diogo: Isso mesmo, surgimos com força logo após o título mundial em 2000, na época era a sub 15.

O Inter vivia uma fase muito ruim.. Então começou ser depositado todas fichas em nós! E quando subimos em 2003, foi um ano bom, principalmente para meu irmão que se firmou como titular e fez um excelente Brasileiro. Eu não tive tantas oportunidades, até porque na época quem jogava na minha posição era o Daniel Carvalho, que estava jogando muito bem! Acredito que nos outros anos eu poderia ter tido uma aposta maior, pois eu tinha um histórico na base muito bom e estava fazendo bons treinos. Muricy era um cara que dava muitas oportunidades para jogadores jovens, em 2005 no Campeonato Gaúcho eu tive uma sequência boa, mas quando achei que poderia deslanchar, acabei indo para o banco e não jogando mais. Assim foi em 2006 com Abel Braga, entrei algumas partidas pelo Gauchão e não tive sequência. Foi quando sai a primeira vez emprestado para o Paulista de Jundiaí. Ficou um sentimento de que poderia ter ajudado muito mais o clube… Ao mesmo tempo foi muito legal ver o crescimento do clube e saber que de alguma forma ajudei o clube a se reestruturar.

Inferno Meu Destino : Você passou por diversos clubes do Brasil, mesmo depois que saiu do Inter você continuou acompanhando?

Diogo: Continuei sim, pois logo que saí tinha colegas recentes e tenho amigos até hoje que trabalham no clube.

Inferno Meu Destino: E como tu viu o momento ano passado, a queda do Inter. A crise. Em 2002 antes de você subir o clube viveu algo parecido, o Inter escapou na última rodada, o que acha que faltou no time de 2016 que tinha naquele de 2002?

Diogo:  Como bom colorado, vi com muita tristeza. Nunca imaginei que isso viria acontecer com o Inter. Acreditava numa recuperação do time, acreditava que não caíria pra segunda divisão. Em 2002 parecia ser muito mais difícil de reverter a situação, principalmente pelas duas últimas rodas, onde jogaria com o fortíssimo time do Cruzeiro ( acabou perdendo no Beira-Rio ), teria que vencer o Paysandu lá em Belém e torcer por alguns resultados. Ano passado o Inter teve mais oportunidades de escapar, jogando contra times que estavam com o mesmo número de pontos ou pontos a menos, e não conseguiu vencer, caso do Vitória e Santa Cruz. Talvez tenha faltado no time de 2016 a coragem que o time de 2002 teve pra vencer o jogo lá em Belém.

Inferno Meu Destino : Você viu de perto o Brasileiro de 2005, pode nos falar um pouco sobre o sentimento que ficou?

Diogo : Ficou sentimento de que fizemos tudo certo e foi nos roubado a taça. Merecíamos aquele campeonato!

Inferno Meu Destino : Qual pra ti foi o maior momento da tua carreira?

Diogo : Meu maior momento na carreira foi em 2007 pelo Coritiba, quando joguei todos os jogos e me sagrei campeão Brasileiro da série B.

Inferno Meu Destino : Com essa experiência, como imagina que deva ser a passagem do Inter pela Série B?

Diogo : Eu acho que poderá ter alguma dificuldade por adaptação ao campeonato, por não ser acostumado a disputar uma série B, pós adaptação acredito que não terá grandes problemas para voltar a série A.

Inferno Meu Destino: Diogo, na carreira você jogou com grandes atletas e treinadores. No Inter por exemplo, jogou com: Fernandão, Tinga, Bolívar, Muricy e Abel. Teve algum que pode dizer que foi um mentor seu?

Diogo: Verdade, tive essa felicidade de trabalhar com grandes profissionais!
Um cara que nos recebeu super bem no profissional e sempre nos deu muita moral, foi o Claiton. Tu chegar no profissional guri, tu necessita de uma adaptação e ele foi uma pessoa sensacional. Como treinador, Muricy foi uma pessoa que sempre mostrou muito interesse em querer ajudar a galera mais jovem.

Inferno Meu Destino: Tanto você quanto seu irmão jogaram com muita gente na base, e subiram em uma época onde também tinha Daniel Carvalho, Nilmar, Sobis. Tem contanto com alguém daquele tempo, dos “parceiros” de base ou até do profissional?

Diogo: Tenho sim, sempre que o Nilmar está por POA nos nós encontramos.. Recentemente, além de amigo fora do campo, acabamos nos enfrentando pela divisão de acesso, que foi o Daniel Carvalho. Dany Morais, Renan, Rodrigo Paulista, Luiz Adriano, Sóbis, Marcelo Labarthe… Enfim, são muitos amigos que mantenho contato.

Inferno Meu Destino: Tem planos para os próximos anos, a longo prazo, após parar de jogar?

Diogo: Tenho sim, ainda me vejo jogando por mais uns 4/5 anos. E depois pretendo trabalhar na área do futebol. Me vejo como um bom auxiliar, um cara que pode acrescentar muito para o treinador e jogadores.

Todo conteúdo postado nas editorias é independente e de responsabilidade dos seus criadores. Não expressando, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site .

Copyright © 2016 Inferno Meu Destino