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Mundo Colorado: “Diego fala da carreira e dá declaração emocionante sobre Fernandão

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Diego e Diogo, quando esses nomes são mencionados os torcedores colorados sempre lembram daqueles dois garotos que conduziram o Inter a um título Mundial Sub-15 e que em torno deles se gerou uma expectativa gigante, de que iriam ajudar o clube a conquistar a tão sonhada primeira Libertadores e renderiam muito dinheiro aos cofres colorados. Boa parte da história todos sabem, os gêmeos não tiveram o sucesso que se esperava, mas participaram do início da reconstrução colorada, deixaram o Inter e tomaram seus rumos.

No Mundo Colorado de hoje, a Inferno é Meu Destino trás uma entrevista exclusiva com Diego, que atualmente está jogando em Portugal, no Varzim Sport Clube. Onde ele abre o jogo, fala dos motivos para não ter dado certo no Inter, sobre sua carreira, países onde morou, gol na La Bomboneira, os seus mentores, o futuro, a série B, a angustia pela situação do Inter no ano passado, seu coloradismo e ainda, uma declaração emocionante sobre o nosso eterno Fernandão:

Inferno Meu Destino – Você e seu irmão ganharam projeção quando o Inter ganhou um mundial sub-15, em uma época que o Inter estava em uma seca de títulos e passava por momentos muito ruins. Então foi lançado sobre vocês boa parte da responsabilidade, de tirar o Inter daquele momento, pois eram as jóias da base. Acha que isso atrapalhou vocês no início da carreira, a responsabilidade e a expectativa por parte de todos?

Diego – Fato é que o Inter estava em uma crise muito grande, antes mesmo do título, eu e o Diogo já éramos muito falados, e depois do mundial sub-15 as expectativas aumentaram. Mas acredito que na época em que subimos, se fosse numa época em que o Inter já tivesse mais estruturado, tenho certeza que teria sido diferente. Subimos em 2003, em 2002 o Inter livrou do rebaixamento na última roda, e mesmo com essa pressão toda em 2003, conseguimos classificar o Inter para Sul-americano, desde então o Inter começou a crescer, acredito que fomos o recomeço do clube.

Inferno Meu Destino – Você passou por diversos clubes do Brasil e do mundo, mesmo depois que saiu do Inter, continuou acompanhando?

Diego – Sim, com certeza, o Inter é o meu clube. Além de ter me lançado para o futebol, é o clube do coração!

Inferno Meu Destino – E como você viu o rebaixamento do Inter?

Diego – Olha, eu estava acompanhado o Inter daqui de Portugal, meu filho de 4 anos assistia os jogos do Inter comigo, e sofríamos juntos.. Eu acho que o que prejudicou muito o Inter foram as constantes mudanças de treinadores, depois os jogadores foram sentindo a pressão, pra mim o jogo chave foi aquele que não conseguiu ganhar do Santa Cruz em casa, ali no meu modo de ver, o Inter caiu.

Inferno Meu Destino – No Inter, jogou com caras de seleção Brasileira, Nilmar, Sobis, Daniel Carvalho. Isso te ajudou a evoluir como jogador, trabalhar com atletas de tamanha qualidade?

Diego – Sim, sempre evoluímos com jogadores de alto nível. Além de já ter jogado com eles na base, tive o prazer de jogar profissionalmente. Teve outro jogadores também, Tinga, Fernandão, Claiton, Bolívar, Vinicius.. Vários jogadores que me ajudaram muito durante minha carreira

Inferno Meu Destino – Poderia nos falar um pouco de como o Fernandão te ajudou e de que forma a notícia do falecimento dele chegou até você?

Diego – Fernandão foi cara espetacular, baita profissional, lembro que ele levava os filhos dele lá no vestiário, na época eles tinham acho que 5 anos, eram bem pequenos.

“No treino de finalização o Fernandão era um fenômeno, de 10 chutes o cara fazia 8, ele era um espelho para os jogadores mais novos.”

Graças a Deus tive o prazer de jogar com ele. A notícia dele foi um baque, estava aqui em portugal, quando li a notícia, não acreditei. Um cara do bem, é difícil quando se tem uma perda da maneira que foi. Mas na vida estamos sujeitos a estas situações, o que fica na lembrança é que ele era um baita profissional, humilde, parceiro e um grande homem. Cuidou bem da família dele.

Inferno Meu Destino – Você jogou no Chipre, Tailândia, China e Portugal correto? Você se adapta fácil ou teve algum dos lugares que teve dificuldade?

Diego – Exato, nesses países todos que joguei, não tive nenhum problema em me adaptar, foram boas experiências.

Inferno Meu Destino – Qual tu considera que foi o teu melhor momento na carreira?

Diego – Tive vários bons momentos, em 2004 pelo Inter, quando chegamos à semifinal da copa Sul Americana, eu estava muito bem, pude marcar um gol na mística lá bomboneira. Logo depois fui convocado para seleção sub-20 pra jogar o Sul-Americano. Tive um bom momento aqui no Nacional da Madeira, quando pude ajudar o time a classificar pra liga Europa. Tive meu nome associado ao Sporting. Quando joguei na China também, foi um momento muito pra mim.

Inferno Meu Destino – E hoje, depois de tudo isso, tu acredita que se parasse hoje de jogar, olharia pra tua carreira e estaria satisfeito com o que fez e conquistou?

Diego – Sim, porque o futebol não é fácil ser jogador profissional. Muitas promessas ficam pelo meio do caminho, tenho que valorizar que ao longo da minha carreira passei por vários clubes grandes, e graças a Deus até hoje continuo fazendo aquilo que mais amo.

Inferno Meu Destino – Voltaria para o Inter?

Diego – Com certeza, quem não gostaria de jogar no Internacional ???

Inferno Meu Destino – E o que o Diego pensa em fazer depois de parar de jogar futebol?

Diego – Ainda não sei, tenho minhas coisas aí em Porto Alegre, mas não decide bem ainda o que vou querer fazer, quem sabe continuar no futebol, na base do inter, seria muito bom também.

  • Tiago Herter Pasquali

    Matéria legal, mas erros gramaticais e com erros de palavras deixaram ele muito ruim.

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