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Lucas Collar: “D’Alessandro está de volta e a esperança da torcida também”

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Depois de uma temporada de muitos resultados ruins, decisões equivocadas e uma inédita queda para a Série B, que acabou sendo um duro golpe para o torcedor, 2016 ainda deu um motivo para o torcedor do Inter sorrir e se encher de esperança para a próxima temporada. No começo da tarde da última terça-feira, mesmo com um decepcionante ano, pouco mais de dois mil torcedores estiverem no Salgado Filho para recepcionar, talvez, o segundo maior ídolo da história do clube, o seu capitão e principalmente: a esperança de dias melhores em um futuro próximo.

Em suas primeiras palavras como “novo” jogador do Inter, D’Alessandro rejeitou o rótulo de herói por rejeitar a possibilidade de atuar em uma Copa Libertadores da América pelo River Plate, seu time de infância e onde acabou de conquistar títulos importantes, como a Recopa Sul-Americana e a Copa da Argentina e voltar ao Inter para disputar a Série B. Aliás, as palavras do capitão do Inter, talvez tenham sido as mais lúcidas do ano, ao lado de Seijas e Danilo Fernandes, um dos poucos destaques do Inter na temporada horrorosa de 2016.

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Além de falar em assumir a responsabilidade, D’Alessandro deixou claro, nas entrelinhas da sua entrevista, o que todo mundo já imaginava. Sua saída do Inter, no começo desse ano, não teve como principal motivo o amor pelo River Plate ou a “boa vontade” do presidente Vitório Piffero, que “não poderia negar nenhum pedido do argentino”. Assim como outros ex-jogadores já falaram após a queda do Inter, como por exemplo, Wellington Martins, Nilton e Juan, citando problemas de vestiário, inclusive, dando o nome do ex-vice de futebol, Carlos Pellegrini como um dos problemas, D’Ale afirmou que alguns resultados positivos mascararam algumas coisas bem ruins que aconteceram no Inter na temporada passada, mas também exerceu sua liderança de sempre, preservando os fatos que aconteceram no vestiário.

Não sou nenhum vidente e não tenho bola de cristal. Mas tenho convicção que se D’Alessandro estivesse no Inter nessa temporada, o ano do Inter não acabaria da forma trágica que acabou. O poder dado para a incompetência de dirigentes inexperientes e arrogantes cobrou seu preço e cobrou alto. Porém, 2017 está aí. O Inter recomeça do zero e recomeça muito melhor por ter a presença do seu capitão, do seu ídolo, do seu maestro e da sua esperança: Andrés Nicolas D’Alessandro.

 

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